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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Empresa que intermediou voo que matou noiva em SP foi denunciada 2 anos antes por...

Agência de helicópteros afirmou que apenas faz a contratação das aeronaves.

Um acidente trágico está completando um ano nesta segunda-feira (4). Nesse mesmo dia, no ano passado, um helicóptero tinha uma queda na região de São Lourenço da Serra, em São Paulo. Nele, estavam uma noiva a caminho do casamento, o irmão dela e uma fotógrafa que estava grávida. Além do trio, o piloto também acabou falecendo. Desde aquele dia, o acidente está em investigação. Recentemente, descobriu-se que a agência que intermedioou o voo já havia sido denunciada há três anos por táxi aéreo irregular. Os empresários negam a informação. 
Mesmo após um ano, as famílias ainda tentam buscar justiça nos meios legais, a maioria pede indenização pela tragédia. Uma das empresas, a HCS, responsável pelo helicóptero e pelo piloto, afirmou que não irá se pronunciar enquanto as investigações estiverem acontecendo. O que incomoda a todos é que as mesmas investigações estão sendo mantidas sob sigilo. 
A empresa que já tinha uma denúncia dois anos antes da tragédia é a VoeNext, que havia sido contratada pela noiva Rosemeire Nascimento da Silva, que tinha 32 anos. Em setembro de 2014, a Associação B;o Brasileira de Táxi Aéreo e Manutenção de Produtos Aeronáuticos (ABTAER) fez uma denúncia contra a empresa por transporte clandestino de pessoas e cargas. A denúncia havia sido passada para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). 
Para a imprensa, a VoeNext garante que nunca havia feito táxi áereo. A agência afirma que apenas faz o agenciamento de viagens e contratação de transportes para eventos, como o casamento que aconteceria no ano passado. Além disso, a empresa ainda afirmou que é regulamentada pela Embratur e não pela Anac. Em nota, a VoeNext relatou que faz apenas a intermediação. 
A Anac também fez uma declaração, afirmando que a denúncia gerou um grande processo e que uma investigação foi feita. Conforme a Agência Nacional, não foi encontrada qualquer irregularidade dentro da VoeNext. 
No acidente, foi descoberto que o helicóptero utilizado não tinha a permissão para fazer transporte de passageiros. As investigações ainda apontam que a aeronave caiu por conta de erros do piloto. A tragédia acabou vitimando a noiva, Silvano Nascimento Silva, o irmão dela, Nayla Cristina Neves Lousada, a fotógrafo, e Peterson Pinheiro, o piloto. O noivo, Udirley Damasceno, não sabia que a mulher estava no helicóptero, tudo seria uma bela surpresa. 


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